Atualizado em 21 de Dezembro de 2009
Em Setembro viajamos para a Chapada Diamantina, na Bahia, e após o retorno da viagem (7 de setembro) passei aproximadamente 3 meses sem rodar na XT. Atualmente ela se encontra com 13990kms. Nesse período aproveitei para mandar tirar todos os riscados dos plásticos. Não foi barato, mas ficou ótimo. Pensei em colocar vinil nos plásticos "pós-pintura-verniz" mas fui convencido pelo funcionário de uma empresa de sinalização a não colocar pois não ficaria bom e corre-se o risco do mesmo descolar nos víncos dos plásticos. Procurei pelo produto Antichip da 3M mas esta custando em média 250 reais o metro... caro demais. Aproveitei também para trocar os raios da XT (que eram originais e estavam enferrujados) por novos de inox da marca BACE. Ficou bonito pacas. Bem melhor que os originais. Também dei uma lixada nas pastilhas de freio, ainda não estão nem na meia vida. Lavei umas 3 vezes a XT para tirar toda a poeira que estava grudada da viagem a Chapada. Dei uma geral no kit e ainda dá para rodar pelo menos outros 15mil kms. Por fim, neste fim de semana coloquei tudo de volta, remontei a XT e fiquei muito surpreso em ver que mesmo após tanto tempo parada bastou girar a chave, tocar no botão de ignição e voilá... motorzão ligado e roncando de novo. Nem parece que ficou parado tanto tempo. Muito Show! Após a viagem (aproximadamente 3600 kms de estrada) cheguei a algumas conclusões...
MINHAS IMPRESSÕES DA 660
Alforges:
Para quem viaja com garupa é uma excelente opção. Utilizando junto com um afastador de alforge fica ideal pois não balança e fica bem armado sem contar que aumenta consideravelmente o volume de coisas que se pode levar em uma viagem. Mas para quem viaja sozinho, foi meu caso, não vale a pena. Por que digo isso? Com garupa somos "forçados" a "forçar" menos o motor, ou seja, diminuímos a velocidade de na estrada, assim diminui o arrasto causado pelos alforges. A XT fica mais larga com eles e perde-se aerodinâmica. Para quem viaja com garupa a até 120km/hr beleza. Mas rodar a 140km/hr é um problema pois aumenta ainda mais o consumo e o conjunto balança mais. Como a patroa já disse que nunca mais vai andar de moto e esta fazendo tudo para eu vender a XT tomei a decisão de vender os alforges e afastadores.
Bolha alta:
Mesma situação dos alforges. Realmente ela diminui o efeito vento-no-peito mas ela também aumenta o arrasto do ar e em altas velocidades além de reduzir a velocidade final aumenta o consumo. Para quem roda só na cidade e na casa dos 100~110km/hr é uma boa mas acima dos 120 a coisa começa a complicar.
Pneus:
Viajei com um pneu 50-50 e notamos uma diminuição na capacidade de frenagem desse tipo de pneu, e na estrada perder a capacidade de parar é um problema. O ideal seria ter viajado com um pneu "normal" tipo 80-20 ou 70-30, pois com mais aderência pode-se ficar mais tranquilo nas curvas e freiadas. Então cheguei a conclusão que terei dois tipos de pneus para a XT: um casal 70-30 (para o asfalto/cidade/dia-a-dia) e um casal 30-70 (para o offroad/praia/final de semana).
Na estrada... saindo do Ceará em direção a Chapada Diamantina, na Bahia.
Por fim... a XT é pau pra toda obra... rodamos bastante... ora velozes... ora mais lento... em todo tipo de terreno... e o motor o tempo todo tinha resposta na hora. Muito bom. O consumo na estrada não foi diferente do consumo na cidade. Na casa dos 19 kms/litro. Óbvio que quando rodamos mais rápido o consumo subia também. Realmente a XT é um motão e uma boa escolha pra todas as horas do dia. Abração.
MODIFICAÇÕES (MODS)
Placa
Na viagem para a Bahia a placa de um amigo simplesmente rachou e caiu. Por sorte outros vinham atrás e pegaram a placa. Por rodarmos em terrenos ruins a rabeta da XT balança muito e termina quebrando a área onde a placa é presa. Notei que a minha rachou nas 2 laterais (extremidades) e para não agravar o problema resolvi prender melhor a placa. Então em casa fiz uma arte: tirei a placa; fiz um pequeno furo com uma broca (máquina) na placa e na rabeta; substitui os parafusos originais e prendi a placa com parafusos em inox com cabeça allen, e além dos parafusos novos e maiores utilizei arruelas de metal e de borracha. Pronto a placa tá presa e não balança nada. Pode ter um terremoto. Uma solução bem simples. Taí a foto de como ficou.
Lateral
Agora indo mais para o lado estético também fiz uma pequena mudança na placa lateral que fica próximo ao local onde os apoiamos os pés (pedaleiras). Mandei pintar as placas dos dois lados de uma cor semelhante a cor do motor da XT. Mudei da cor de metal (prata) para uma cor mais escura (cinza chumbo) e na minha opinião ficou mais harmônico o conjunto. Taí a foto de como ficou.
Mais considerações sobre os cuidados com a motocicleta
1: Durante toda a viagem tive o cuidado de (em média a cada 500~600kms) lubrificar a corrente com o produto da Repsol específico para correntes.
2: Na estrada tivemos a surpresa de encher o tanque com uma gasolina batizada o que nos deixou sem gasolina na estrada, resolvemos o problema em pouco tempo e continuamos a viagem mas ficou o aprendizado de tomar cuidado de abastecer em postos grandes e sempre que possível.
3: Ao invés de continuar fazendo a troca de óleo a cada 3000kms resolvi passar para 5000kms, então daqui a mil kms levo a XT pra troca de óleo dos 15mil.