Atualizado em 25 de Fevereiro de 2009
MODIFICAÇÕES (MODS)
Tomada de 12 volts
Instalei na 66 uma "tomada de 12v", na verdade um acendedor de cigarro de carro, para ligar o GPS direto na bateria da moto. Assim é só conectar o cabo do GPS na tomada e ter o aparelho funcionando o tempo todo. Por precaução instalei um fusível na ligação. Basicamente utilizei um acendedor de cigarros desses comuns de carro, um pedaço de cano de pvc, 2 fios, 1 fusível, porta fusível, fita isolante, ferro de solda e 2 conectores para ligar na bateria.
Gastei uns 50 reais e mais nada.
Foto de como ficou o cano, com o acendedor de cigarro dentro, e a tampa com os fios saindo pelo orifício que fiz com uma furadeira. O acendedor ficou isolado dentro do cano, e de tamanho reduzido
Foto de como ficou o porta fusível (com o fusível dentro) no meio do cabo que faz a ligação na bateria
Foto do cabo do GPS em "forma de acendedor" chegando até a traseira da moto, com imagem da rabeta da moto (onde carrego uma bolsa para a rabeta cheia de ferramentas e coisinhas extras, flanela, tubo de óleo bardahl, pincel etc.).
CUIDADOS COM A MOTOCICLETA
Já que tenho relatado minhas impressões sobre a XT, resolvi falar um pouco sobre limpeza e cuidados que tenho tido com a mesma. Então vou fazer um resumo de como faço a limpeza (lavagem) da 66.
1- Antes de iniciar a limpeza
Há algum tempo providenciei para que os conectores/sensores da 66 fosse vedados com silicone para não entrar água ou poeira/areia. Recomendo aos donos de motos trail que vez por outra andam em terrenos diferentes do "asfalto seco" que façam o mesmo. É barato, um tubo de silicone custa menos de 10 reais e dá para aplicar em duas XTs. Veja no detalhe a quantidade de poeira embaixo do banco depois de um passeio offroad.
Foto de um conector que fica embaixo do banco vedado com silicone
Antes de iniciar a limpeza sempre vedo o bocal dos escapes para não entrar água nos mesmos. Fiz com pedaços do cano que sobrou da "tomada de 12volts" instalada na bateria. (Ver acima)
Basicamente cortei dois pedaços de cano de pvc (uns 7 cms cada) e comprei a tal "tampa" para fechar um dos lados dos canos. Só isso. O cano cabe certinho na ponteira dos escapes.
Foto de como ficam as ponteiras dos escapes com o cano vedando
Outra atividade que faço é retirar todas as partes plásticas. Desmonto a XT e separo as partes plásticas para serem lavadas depois de já ter lavado a 66.
Foto da XT desmontada
Partes separadas para serem lavadas
E coloco a XT no cavalete para ela ficar bem na vertical e liberar a corrente/roda para melhor limpeza e lubrificação.
2- Material/Produtos utilizados na limpeza
Foto dos produtos básicos que são utilizados para limpeza
3- Limpando a XT
Antes de mais nada, não utilizem essas máquinas WAP para lavar a moto!!! Principalmente na corrente!!! Quem avisa amigo é.
Note... deixo separado algumas flanelas limpas mas as utilizo basicamente para secar, não uso flanela para lavar a XT.
Para limpar a XT faço uso: de um (ou dois) pincel; uma escova de dentes; uma esponja grande bem macia específica para limpeza de carros/motos; uma esponja menor dessas comum de cozinha; uma escova grande dessas comum de lavandeira; estopa.
Vamos lá, com a 66 depenada (hehehehee) faço uso de um pincel de tamanho médio, para limpar as partes escondidas/de difícil acesso, molho com água e coloco detergente neutro nas cerdas do pincel. Deixando a mangueira saindo apenas um pequeno filete de água vou lavando as partes delicadas e de difícil acesso. Com essa operação consigo tirar a areia/poeira de todas as partes que ficam embaixo do bando, atrás da carenagem do farol, embaixo do tanque e outros locais. Consigo limpar inclusive os conectores e fios/sistema elétrico da XT que óbvio esta protegido. Uma vez que a parte delicada já esta limpa, encosto o pincel e utilizo a esponja macia para as partes maiores como tanque, painel, espelhos, farol, paralama dianteiro (parte superior), paralama traseiro, lanterna traseira e outras partes. Essa mesma esponja macia será utilizada para lavar as carenagens que estão separadas. Sempre utilizando a mangueira com pouca água acompanhando de muito sabão neutro.
Uma vez que terminamos as partes superiores e delicadas vamos nos aproximando da limpeza mais pesada. Nos falta lavar todo o sistema "roda + bengalas" dianteiras, depois motor e por fim todo o sistema da roda traseira + corrente.
Começo pela parte dianteira... com a segunda esponja (a de cozinha) lavo a outra metade (parte baixa) do paralama dianteiro. Aproveito para lavar a parte de baixo da parte mais alta do paralama dianteiro, e depois as bengalas.
Utilizo outro pincel (um menor) para limpar o cubo dianteiro. Faço uso do pincel molhado com querosene. Assim removo as sujeiras do cubo mas com muito cuidado para não cair querosene no disco e sistema de freio. Depois do cubo e partes próximas limpas vou para o resto da roda.
Utilizo a escova grande para lavar as laterais do pneu (a borracha lateral do pneu). A borracha do pneu é preta e o que as pessoas costumam fazer é não lavar o pneu e sim passar aqueles produtos do tipo "pneu pretinho". Não faço isso. Eu lavo o pneu e pronto. Depois de lavar o pneu vamos utilizar novamente a esponja (a de cozinha) para lavar o aro e raios da XT. Sempre utilizando a parte macia da esponja de cozinha. Nada de utilizar o lado áspero (verde) da esponja. Com a parte mais áspero da esponja de cozinha (verde) limpo os discos de freio. Ambos os lados. Somente uso essa parte para os discos de freio. Já falei da mangueira com um filete de água e muito sabão né. Pois é, beleza então.
Terminamo a parte dianteira. Já que estamos sentados no chão molhado é só chegar pro lado e lavar o motor. Normalmente eu lavo primeiro a parte direita, ou seja, o lado da moto contrário ao da corrente. Depois passo para o lado esquerdo, da corrente. Com a esponja de cozinha lavo os protetores e motor. Não tem muito o que dizer. Pronto motor limpo. Vamos para a parte mais "suja". (Heheheheheee)
Antes de começar a lavar a corrente e pneu traseiro vou remover a capa do pinhão. É só utilizar uma chave alen e retiro ele fora. Antes de lavar a capa e guia da corrente procuro remover o excesso de sujeira com uma(s) folha(s) de jornal velho. Pra só depois lavar a capa e guia com querosene e depois sabão.
Agora é a hora que de pode aumentar a quantidade de água na mangueira. Mas não muito. Não é nenhum incêndio. Aumento a água mas deixo meio esguicho, ou seja, sentre o modo "chuveiro" e o modo "tiro". Assim limpo o grosso da sujeira do pinhão com o esguicho e depois com o pincel e escova de dentes encharcado com querosene retiro o restante da sujeira. Desse ponto é só passar para a limpeza da corrente em si da mesma forma como fiz com o pinhão. Jogo água na corrente para tirar o excesso da sujeira (sujeira maior, mais fácil de sair). Com a escova de dentes encharcada de querosene vou limpando a corrente. A moto esta com o cavalete levantando a traseira assim não tenho trabalho, é só girar um pouco a roda e ir limpando a corrente sem sair do meu canto. Corrente limpa, vou limpar a capa da corrente. Uma vez que todo o óleo/graxa/piche/sujeira já saiu da corrente começo a lavar a corrente com sabão neutro. Em todos os locais que utilizei o querosene para limpeza volto a lavar com sabão neutro para retirar o querosene e resto da sujeira que pode ter ficado.
Em seguida começo a limpar o cubo da roda traseira e coroa com a mesma escova de dentes e com o pincel ambos com querosene. Ao final terei todo o conjunto pinhão + corrente + coroa limpos e sem óleo/graxa/piche/sujeira. Jogando muita água nessas partes para remover a sujeira que o querosene "amoleceu". E passar sabão neutro em tudo.
Agora que a limpeza pesada terminou volto para a esponja. Pego a esponha de cozinha e limpo toda a parte de baixo "do banco" e parte de dentro (baixo) do paralama traseiro. Sempre jogando muita água quando termino. Agora vamos repetir na roda traseira o mesmo processo de limpeza que foi feito na roda dianteira. Com a escova grande vamos lavar a lateral do pneu e com a esponha de cozinha lavar (com a parte macia) o aro e raios. Com a parte mais grossa da esponja de cozinha limpo os discos de freio. Ambos os lados.
Pronto ao final a XT tá toda lavada, a propósito lavo na sombra. Para secar utilizo uma ou duas flanelas de algodão. Secando tudo mas sem esfregar com força. Nas partes de vidro e espelhos utilizo papel higiênico para secar. Retiro a XT do cavalete e deito ela para o lado esquerdo e seguro um pouco apoiado na perna, após uns 30 segundos faço a mesma coisa para o outro lado. Assim se tiver alguma parte de água isolada em "conchas" ela derrama com o balançar. Volto a colocar a XT no cavalete.
4- "Polimento" e detalhes
Com a XT seca e as partes plásticas lavadas (e secas) começo o processo de montagem. Ao terminar vou para o "polimento", que na verdade não é nada de mais, nem faço uso de cera de polir. Na verdade utilizo estoja e um lustra móveis nas partes plásticas da XT. Com um pequeno pedaço de estoja espalho o lustra móvel na peça. Quando o mesmo seca, um minuto depois, utilizo uma flanela nova/limpa para dar o brilho na peça.
A propósito tenho flanelas específicas para dar brilho e outras flanelas específicas para secar a moto. Não misturo.
Após terminar o "polimento" vou para os detalhes. Por exemplo com papel higiênico seco os contatos das chaves, checo os retrovisores se ainda tem água etc. Sem pressa.
5- Lubrificar a corrente e outros itens
Pessoal eu já usei muitas coisas para lubrificar a corrente das moto que já possui, mas desde quando recebi a 66 só tenho usado na corrente o lubrificante em spray da REPSOL. A Mobil também tem um mas custa o triplo do preço. E desde que decidi usar esse spray da REPSOL não sei mais o que é sujeira na roda, cubo, quadro, etc. Além de ser muito fácil a aplicação. Faço uso de um cavalete para suspender a traseira da moto. Facilita muito e é uma grande ajuda sempre que preciso fazer algum trabalho no local.
Com a corrente lavada e seca, basta girar lentamente a roda e ir aplicando o lubrificante em spray na corrente. Normalmente por precaução coloco uma folha de jornal no chão para não deixar o excesso sujar o chão. Após 15 mins o produto seca e cria uma camada de proteção na corrente. Aplico sempre que lavo a moto ou a cada 300~400 kms. Aqui em Fortaleza não tem desse spray da Repsol por isso eu comprei 10 latas grandes em SP e até agora usei a metade delas.
Foto do cavalete levantando a traseira da 66 para aplicação do lubrificante na corrente
Também uso lubrificante em spray SUPER LUB (ou WHITE LUB) em outras partes da moto, normalmente lubrifico todo o motor, parafusos, e partes embaixo do tanque e das carenagens.
E um pouco de spray do tipo "Limpa Contato" nos contatos do guidão e chaves.
Uso sem pena e sem pressa, assim fico com a 66 bem tratada.
Considerações finais sobre os cuidados com a motocicleta
1: Até hoje só mandei lavar a XT fora por 2 ou 3 vezes. Por algum motivo não podia lavar a mesma e terminei mandando lavar. Paguei 10 reais e confesso que não vale a pena... fazer isso em casa, ouvindo uma boa música é uma atividade relaxante.
2: Faço tudo isso normalmente no sábado ou domingo, o dia que fiz mais rápido levou 3 horas, normalmente leva 4~5 horas, e o dia que levou mais tempo levou dois dias inteiros. Foi em janeiro/2009 quando voltamos de JERI, era muita coisa pra limpar.
3: E não tenho receio de fazer tudo isso e durante a semana andar e sujar a mesma. Sem essa de ter pena da moto, tem de saber usar e de saber cuidar.
4: Eu toda semana calibrava os pneus da 66, mas esse mês eu calibrei (totalmente) os pneus com nitrogênio e recomendam fazer esse processo de calibragem a cada dois meses mas irei fazer todo mês. O ar normal nos pneus ao aquecer se expande aumentando assim a pressão (psi) dentro da câmara, com o nitrogênio o ponto de expansão não é como no ar comum assim ao aquecer a pressão dentro da câmara não vai aumentar. Com o ar comum com o calor pode se chegar ter um aumento de até 8 psi, ou seja, um pneu calibrado com 28psi passa para 36psi, muito acima do recomendado pelo fabricante.
5: A cada 3000kms levo a XT pra revisão, troco óleo e filtro de óleo. Não me custa caro e na minha opinião vale a pena. Como levo 4 meses para fazer essa quilometragem não pesa no meu orçamento. Costumo comprar o óleo (3 litros) no mês anterior a revisão, fora da Yamaha pois lá é mais caro.
6: Gasolina só aditivada e de posto confiável, normalmente Texaco superaditivada (a de maior octanagem da Texaco) ou Petrobrás premium. Infelizmente a Podium da Petrobrás é muito cara, em um tanque a diferença é de 12 REAIS. (31 texaco x 43 br)