primeiro ano em que a principal prova de rali do mundo não será
realizada na África. Uma parte do percurso foi anunciada nesta terça.
Foi em Paris, num ato que contou com a presença de autoridades da
Argentina e do Chile, além de Étienne Lavigne, diretor da prova.
A prova vai ser disputada de 3 a 18 de janeiro e terá aproximadamente
9.000 km de percurso, sendo 6.000 cronometrados, divididos em 15
etapas.
O início do rali será marcado pelas superfícies mais planas, passando
depois a uma subida pela cordilheira dos Andes, o deserto do Atacama -
com temperaturas e condições similares à África - e a volta à capital
argentina. Até trechos com neve farão parte do percurso. A jornada de
descanso será em Valparaíso, no Chile.
O percurso definitivo do Dakar 2009 ainda não foi decidido, e a
organização segue trabalhando no terreno. Segundo Lavigne, resta pouco
mais de um quarto do trajeto a definir. Os organizadores tiveram carta
branca de argentinos e chilenos, com uma única condição: respeitar
espaços protegidos, tanto ambientais como históricos e arqueológicos.
Étienne prevê problemas quanto à presença de público em cada etapa, já
que há muito mais fãs dos esportes a motor na América do Sul do que na
África.
Os equipamentos dos participantes europeus do rali embarcarão de Le
Havre, na França, no fim de novembro, chegando 21 dias depois à
Argentina. O trajeto será pago pela organização - o que tornará o
Dacar mais barato para os competidores.
Apesar de a organização do rali afirmar que sua intenção é voltar à
África, as autoridades dos dois países querem manter a prova em 2010,
quando ambos celebrarão o bicentenário de sua independência.
A mudança de continente foi provocada pela falta de segurança na
edição deste ano, mais precisamente pelas ameaças de ataques
terroristas na Mauritânia, que sediaria algumas etapas da competição.
"Queremos organizar o melhor evento possível para que ele continue em
nossos países. Particularmente, a intenção é continuar a ter o Dakar
no ano do bicentenário", comentou Enrique Meyer, secretário de Estado
de Turismo da Argentina. "Para nós, é um desafio maravilhoso", afirmou
o secretário de Esportes do Chile, Jaime Pizarro.
Segundo Pizarro, o Chile investirá cerca de US$ 4 milhões para o
evento e mostrará muitas regiões do país pouco conhecidas pelos
turistas. Já a Argentina colocará mais US$ 3 milhões.

